Esse fim de semana estava sendo um saco, até acontecer algo bem legal. Não, eu não conversei com extraterrestres ou fiz sexo com trigêmeas. Eu simplesmente fui para o quarto e me deliciei como há muito tempo não fazia com o incrível Van Halen I! Depois veio um orgasmo musical do Dream Theater. Microfonias, riffs destruidores, solos e o mais importante: Vontade de dirigir um Mazda RX-8 com duas loiras peitudas de biquíni. Alright, a última parte é sacanagem… mas se alguém oferecer, eu quero.

Porque eu não me importo com músicas que me lembrem de quanto eu sou insignificante para o planeta? Na verdade, algumas até são bem legais, tipo alguns blues, que me fazem lembrar que eu não tenho muita coisa contra essas músicas. Eu tenho é contra aquelas pessoas que viram para mim e falam:

- Mas o que é isso? Que coisa horrível! São guitarras!

Antes de utilizar meu amplificador e estourar os tímpanos do infeliz, para que nunca mais a música seja ferida por interpretações tão equivocadas, leio meu agradável discurso de trezentas e vinte cinco páginas sobre o assunto. E ele começa assim: “Músicas com guitarras limpas e sem solos fedem”.

Cá entre nós, ou entre os outros: guitarras limpas não são guitarras. O negócio começa a funcionar quando um cara pega e coloca o overdrive lá no talo. Provavelmente, se o guitarrista do The Kinks, Jimmy Hendrix, o Mestre John Petrucci ou tantos outros não estivessem sacrificado seus amplificadores para conseguirem chiados incrivelmente divertidos, não haveria tantos decibéis bacanas no mundo.

Mas o importante de tudo é deixar bem claro o quanto o mundo está se engayzando e ficando cada vez mais triste. Ou seja: as pessoas têm medo de guitarras! Hoje, quando um pivete ouve uma guitarra, ele grita, chora, esperneia. Não, ele não quer ouvir um cara se contorcendo loucamente com seu instrumento e extraindo dali notas e mais notas com mulheres loucas a seus pés. Ele só quer um depressivo com um violão falando sobre amores perdidos. E deixando bem claro o quanto é um perdedor. Para ele, direi, “Você é gay?”.

Então, vamos lá ao supra-sumo de todo esse raciocínio: o quanto mais as pessoas renegam guitarras, o quanto mais o mainstream for invadido por EMOS gays, mais e mais perdedores serão considerados gênios. E eu acho que isso está meio esquisito. Fodão, na minha época, era aquele cara que comia todo mundo e era preso. Fodão, hoje, é o cara que perdeu a namorada. Ou seja: O pivete que agora é gay. Não que eu ache certo (!)comer todo mundo(!) e ser preso, mas eu afirmo com força que ficar depressivo por causa de namorada é estupidamente gay.

Resumindo, dá pra perceber que não é possível funcionar um mundo onde caras como o pivete gay são considerados heróis. Os pedreiros não mais assobiarão para as gostosas, e sim sentarão e chorarão a sua inacessibilidade. Então, mexa essa sua bunda gorda e vá, correndo, proteger a sua família. Porque, como diria um gênio, bem gênio, aquele dos mais gênios, aquele mesmo, o do bigode: My guitar wants to kill your mamma!